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NASA vai levar, num microchip, nomes de humanos para Marte



Quem quiser enviar seu nome para Marte na próxima missão da NASA ao Planeta Vermelho (Marte 2020) pode obter um cartão de embarque de lembrança e seu nome gravado em microchips que serão afixados no jipe. O meu nome já está lá. E eu não quero viajar sozinho.


 

Créditos: NASA / JPL-Caltech
go.nasa.gov/Mars2020Pass


Embora leve anos para que os primeiros humanos pisem em Marte, a NASA está dando ao público a oportunidade de enviar seu nome gravado em microchips ao planeta vermelho com o Mars 2020 da NASA, que representa a primeira etapa da primeira viagem de ida e volta da humanidade para outro planeta.


A oportunidade de enviar seu nome para Marte vem com um cartão de embarque de lembrança e pontos de "passageiro frequente". O rover está programado para ser lançado em julho de 2020. A  espaçonave vai pousar em Marte em fevereiro de 2021.




O rover, um cientista robótico pesando mais de mil quilos, vai procurar por sinais da vida microbiana do passado, identificar o clima e a geologia do planeta e coletar amostras que serão trazidas para a Terra abrindo caminho para a exploração humana do Planeta vermelho.
"Enquanto nos preparamos para lançar esta histórica missão a Marte, queremos que todos compartilhem desta jornada de exploração", disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da Diretoria de Missões Científicas (SMD) da NASA em Washington. "É um momento emocionante para a NASA, enquanto embarcamos nesta viagem para responder a questões profundas sobre o nosso planeta vizinho e até mesmo sobre as origens da própria vida."




O Laboratório de Microdispositivos do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL) em Pasadena, Califórnia, usará um feixe de elétrons para gravar os nomes apresentados em um chip de silício com linhas de texto menores que um milésimo da largura de um cabelo humano (75 nanômetros). Com esse tamanho, mais de um milhão de nomes podem ser inscritos em um único microchip do tamanho de uma moeda de dez centavos. O chip (ou chips) irá rodar no rover sob uma cobertura de vidro.


Robot Opportunity é a primeira morte no planeta Marte.

A agência espacial americana (Nasa) anunciou a "morte" no dia 13 de março, do robô Opportunity, que investigou a superfície de Marte durante 15 anos. Entre suas descobertas mais importantes, o equipamento encontrou os primeiros indícios de água no planeta. Segundo cientistas da Nasa, o robô não sobreviveu a uma enorme tormenta de areia. "Tenho um profundo sentimento de agradecimento e gratidão ao declarar que a missão do Opportunity está completa", disse Thomas Zurbuchen, da Nasa.

O Opportunity deu aos cientistas uma chance de ver Marte de um ponto de vista que nunca antes tinha sido observado: rochas dispostas em camadas que resistiram à erosão da água que supostamente fluiu no planeta vermelho há bilhões de anos. Por causa desse equipamento e de seu gêmeo Spirit, que desligou em 2010, a Nasa teve uma presença robótica contínua em Marte durante mais de 15 anos.

Na noite de 12 de fevereiro, o centro de controle da agência emitiu a última chamada ao Opportunity e não recebeu nenhuma resposta. O robot havia enfrentado uma violenta tempestade de areia e os técnicos consideraram que o seu silêncio foi o sinal definitivo da sua morte e da conclusão da missão.

O chefe do programa, John Callas disse que os engenheiros sabiam que um dia a missao chegaria ao fim. "Mas não imaginávamos que demoraria tanto", afirmou. "Embora seja uma máquina, é difícil dizer adeus, é doloroso".



Robot Opportunity da NASA pesquisou o solo marciano e enviou milhares de fotos para a Terra. Material que ainda está sendo analisados pelos técnicos. A descoberta de água em Marte foi uma das grandes conquistas da missão.

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